quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Condição



Eis que hoje acordei tão calado
Sem sorriso, de lábio colado
Mas em paz, sem qualquer aflição

Você vai me notando de lado
E percebo que esse meu estado
Não lhe agrada, lhe rouba atenção

Ao sentar-se contigo esta mesa
Já me surge na mente a certeza
Quer saber se isso é solidão

Tão cansado por ser questionado
Te respondo num tom gaguejado
Que calar pode ser condição

...

Por favor, passa a faca e o pão?

E assim vai seguindo a canção...

video

Confira acima o clipe e a canção.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cassino Coração


Que meus olhos são de lume
Meu cassino coração
E na noite sempre assumem, cor azul no tom neon

Iluminam o carteado
Onde vale bom cascalho
Onde vale jogo bom, jogo desses sem ladrão

Tanta luz parece dia
Sensual, bem quente ou fria
Me embebedam de emoção, tomo drinks disso então

Os aplausos, risos, fogo
Marcam a locomoção
De uma gente animada, pra roleta da paixão

A paixão é como a noite
Quente ao passo de esfriar
Que vestido mais vulgar, esse que quero apostar

A vulgar então me olha
Prateada no open bar, roda aquela maquininha
As moedas a jorrar, e só tende a ganhar, e só tende a ganhar...

Viro os olhos eis que vejo
Homem velho no bingão, um charuto a queima boca
O acompanha a solidão

Uma risada de estalar
No meu ouvindo, vermelhidão
A vulgar vai celebrar, a vitória do velhão

Tantas lá, tantas pra cá
Roupas caras, visto, é bom
Mas champagne não vou pagar, pois sou puro de emoção

O que eu gosto é brilhar
Meu cassino coração
O que eu gosto é acordar, celebrando o dia são.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ventos tristes



Me reconhece em ventos tristes?

Fui criado na alegria
Te alertava, mas sábia
Que não ia me escutar

Me reconhece em ventos tristes?

Eu, sorriso no olhar
Uma fusão de rio e mar
Te bastou pra te afogar

Me reconhece em ventos tristes?

Mas quem não ventou assim?
Achou mesmo que no fim,
Vida é essa, de dor, pra mim?

Me reconhece em ventos tristes?

Por tão pouco me notar
Objetivo sempre lá
Mas conforto nem sempre é A, para se gabaritar

Me reconhece em ventos tristes?

E eu com asas a voar
Base dos pais pra fortificar
Prova de vida, cair e levantar

...

Me conheceu foi em vento bom...

Mas prefere é recordar
Do tão frágil  pra fragilizar
A mais um pra encarar, como homem de valor

....

Me reconhece em ventos tristes?

Ventos tristes só existem
Se aprendemos a lição

Ventos tristes não existem
O que fica é vento bom.

domingo, 13 de novembro de 2011

Do amor por dor



Não conhece amor quem não conhece respeito
Desconhece respeito quem acha que tudo tem que ser perfeito

Não se pode considerar amor com dor
Dor não é amor, não se usa de amor para causar dor
Dor é lacuna de amor

Falta de amor próprio é incapacidade de trocar
Egoísmo é sugar

Dissimulação de sentimentos é desconhecimento total de respeito

Se escolheu amar...

Se ame

sábado, 12 de novembro de 2011

A lua bela


De venero a lua bela
Seu Quinze e seu Timbó
Num barquinho que tão só
Nesse mar vai navegar

De venero a lua bela
E a  Sônia e sua insônia
Que na noite sempre... insônia
Com o amor que vai chegar

De venero a lua bela
Cuja os raios ilumina
O semblante da menina
Enamorada a namorar

De venero a lua bela
Açucena na janela
Com as tranças de donzela
E a vizinha a fofocar

De venero a lua bela
Nessa rua toda nua
No silêncio que pontua
O segredo a revelar

De venero a lua bela
Que te sabes tudo aqui
Mas não faz o ti ti ti
Logo o sol vem clarear

Ponto de vista



Olhando apenas para o lado
No intimo está incomodado
Não sabe o que omite ou assume
No medo que julguem teu costume

Mas tudo lhe parece normal
Entende que o que é pra bem não faz o mal
Ainda assim os teus segredos mais puros
Teme que aos outros sejam obscuros 

Vendo pessoas a te notar
Cega os dois olhos ao imaginar
O que falam de você
O que pensam ao te ver

Usa de alucinações
Com chibata pune suas criações
Mascarado a mascarar
Sem tempo de respirar

Sempre fresco fica o gesso
Cai e mostra seu (eu) começo
Muito exausto pra notar
Benevolências a te mirar

Quem nem te conhece mais te crê
E se inspira no que vê
Ou conheçe, mas não diz
Que em ti vê um ser feliz